Balanço de final do ano | AMAP Porto

Foto: Gloria Lino

Cerca de 20 pessoas estiveram presentes na reunião de final de ano da AMAP do Porto que teve lugar esta terça-feira, 17 de Dezembro, enquanto decorria a última recolha do ciclo de Outono. O encontro tinha o intuito de juntar produtores e co-produtores da AMAP para um balanço do ano que finda e para olhar para o ano que vem, alinhando necessidades, propósitos e intenções que ajudem a fortalecer a Associação para a Manutenção da Agricultura de Proximidade do Porto.

Reunião de final do ano da AMAP do Porto, 17 de Dezembro de 2019. Foto: Liliana Pinto
Reunião de final do ano da AMAP do Porto, 17 de Dezembro de 2019. Foto: Liliana Pinto
Os slides da apresentação podem ser consultados aqui.

I. BALANÇO de 2019: Um ano de viragem

Depois de uma breve ronda de apresentações entre todas as pessoas presentes – algumas desde o início desta AMAP (2016), outras mais recentes – a Olívia fez um apanhado do ano em termos de dinâmicas do grupo, celebrando a entreajuda, a auto-gestão e o voluntariado existente. Referiu também eventos em que a AMAP participou, abrindo-se à cidade e à comunidade para divulgar o conceito e as práticas da Agricultura de Proximidade.

Seguiu-se um apanhado sobre a presença da AMAP nos media, feito pela Sara, que enumerou também projectos de investigação e seminários académicos em que a AMAP participou a convite de várias universidades. Ao longo de 2019, foi ainda realizado trabalho em rede com a REGENERAR (Rede Portuguesa de Agroecologia Solidária) e a URGENCI (Rede Internacional das AMAP/CSA), dedicadas à promoção de formas mais justas e sustentáveis de consumo, produção e distribuição agroalimentar.

Entrou-se depois nas contas de 2019. A Olivia apresentou um pequeno relatório sobre a economia da AMAP, incluindo o total de vendas e a evolução do número de cabazes distribuídos ao longo do ano. Comparativamente com o ano anterior, o balanço foi positivo, com mais cabazes, mais co-produtores, e mais contribuição para o sustento dos agricultores.

Ao longo de 2019, a AMAP do Porto distribuiu mais de 5 toneladas de hortícolas de proximidade, sem intermediários, sem embalagens, directamente do campo para a cidade.
Ao longo de 2019, a AMAP do Porto distribuiu mais de 5 toneladas de hortícolas de proximidade, sem intermediários, sem embalagens, directamente do campo para a cidade.

II. EXERCÍCIO DE SUSTENTABILIDADE: Quais os encargos para sustentar a vida?

Em muitos países da Europa, as AMAP são criadas pela iniciativa de consumidores, que se juntam para pagar o trabalho de quem possa produzir a sua comida, muitas vezes sendo os próprios consumidores quem compra ou aluga colectivamente o terreno para a produção. No caso de Portugal, a maioria das AMAP têm surgido pela iniciativa de produtores, com uma lógica ligeiramente diferente desta.

Procurando ilustrar como seria a aplicação da “lógica invertida” no caso da AMAP do Porto, a Olivia apresentou um exercício de sustentabilidade, elencando todos os custos envolvidos na produção agrícola da ChuchuBIO: desde o trabalho e mão-de-obra sazonal (juntos representam cerca de ⅔ dos custos totais), à compra de plantas, aluguer do terreno, maquinaria, transportes, etc. Os custos totais dão uma média de cerca de 5.500€ mensais, para os quais seriam necessários cerca de 135 co-produtores associados para cobrir todas as despesas. Actualmente a média é de 31 co-produtores na AMAP do Porto.

Exercício de Sustentabilidade: o caso da Olívia & Zé
CLICAR PARA VER EM TAMANHO GRANDE. Exercício de Sustentabilidade: o caso da Olívia & Zé

Tendo em conta que esta AMAP não é o único canal de distribuição da ChuchuBio, os custos da produção têm sido cobertos por várias frentes, sendo que as AMAPs do Porto e Famalicão representaram 26% do sustento da família em 2019. Vale aqui notar que a Olívia e o Zé recebem ambos o salário mínimo nacional.

Para 2020, o objectivo seria que a contribuição das AMAP para o sustento da família chegasse aos 40% da produção (cerca de 2.200€ / mês). Para atingir este objectivo seriam necessários 55 co-produtores com cabazes semanais de 10€ (ou 110 com cabazes quinzenais). Para ser sustentável, a AMAP precisa de crescer.

III. COMO CONTRIBUIR PARA QUE O MOVIMENTO CRESÇA? 

Várias ideias foram partilhadas pelas pessoas presentes no sentido de melhorar a comunicação e divulgação da AMAP de forma a contribuir para que o movimento cresça.

Desde parcerias com associações, a eventos com crianças, mais “sinaléctica” e pontos de informação nas imediações do local de acolhimento (Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto – UPTEC), dinamização das redes sociais, participação em eventos, etc.

Foi então apresentada uma proposta de actividades de divulgação da AMAP em 2020, a vários níveis, a saber:

  • Localmente: participar em eventos (como o Cidade+, que tem um custo de participação), criar materiais de divulgação da AMAP, organizar visitas/encontros/convívio.
  • A nível nacional: apoiar a Rede Portuguesa de Agroecologia Solidária – Regenerar, na promoção das AMAP/CSA em Portugal, nomeadamente na realização de um documentário independente, já em construção.
  • A nível internacional: manter a ligação com redes e movimentos como a Urgenci, que nos tem apoiado em termos formativos, através da partilha de recursos e convites para participação em momentos de convergência internacionais.

Propôs-se que este plano de actividades fosse apoiado através da criação de um pequeno fundo composto pela contribuição simbólica de todos os produtores e co-produtores envolvidos na Associação para a Manutenção da Agricultura de Proximidade do Porto. Pôs-se a votação a proposta de implementação de uma quota de associado de 10 euros anuais a partir de 2020. A proposta foi aprovada por unanimidade pelos cerca de 20 co-produtores e produtores presentes na reunião.

Para além desta quota, que deverá entrar em funcionamento a partir de Janeiro, ficou também apontado um dia para discussão sobre o plano de culturas para a Primavera-Verão: agora que começa o Inverno, há que preparar sementeiras para o novo ano agrícola que vem!

Foto: Gloria Lino
Foto: Gloria Lino

Seguimos juntos na construção de um sistema agro-alimentar mais justo e solidário!

Consumo sustentável na cidade | EcoVida, Covilhã

A Coolabora, cooperativa da Covilhã, convidou a AMAP a partilhar a sua experiência na conferência final do projecto EcoVida, que tem como objectivo “fomentar o consumo sustentável no concelho da Covilhã, dando visibilidade às respostas já existentes no concelho e sensibilizando para as vantagens deste consumo para as pessoas, para o território envolvente e para o planeta”.

A conferência termina com a atribuição dos primeiros selos EcoVida a iniciativas promotoras do consumo sustentável no concelho da Covilhã.

Agroecologia e Soberania Alimentar em debate

Hoje, ao final da tarde, o Gato Vadio acolhe uma tertúlia sobre Agroecologia & Soberania Alimentar, onde vão participar pessoas ligadas às AMAP e Urgenci, como o Samuel Thirion e a Liliana Pinto, da Agrinemus, a Maria do Carmo Bica da Rede Rural Nacional, a Aurora Santos do Colectivo Roseiras Bravas, a Filipa Botelho de Almeida d’O SOM É A ENXADA e da Horta da Partilha, e quem mais se quiser juntar.

À noite, passa o documentário «O Prato ou a Vida», sobre cantinas escolares e a diferença entre encher barrigas e alimentar pessoas. Neste documentário de Nani Moré, descobrimos até que ponto é que os alimentos passaram a ser tratados como meros produtos para saciar a ânsia de algumas empresas, e de que forma é que isso está a destruir o trabalho dos pequenos agricultores de proximidade e as culturas ecológicas. O filme lança um olhar sobre o funcionamento de cantinas escolares e em lares de idosos para perceber como é que as práticas actuais afectarão no futuro a qualidade de vida das nossas filhas e filhos. A partir da experiência vivida por uma cozinheira, descobrimos que é possível um conceito de cantina sustentável – ecológica e economicamente – e como é que esse projecto pode ser realizado, virando costas às empresas que vendem produtos e não alimentos.

Foto: Luisa Carvalho
Foto: Luisa Carvalho

+ INFO: CICLO TRANSECO, de 7 de Novembro a 5 de Dezembro, todas as quintas-feiras no Gato Vadio, Porto

Esta iniciativa, integrada no Ciclo de Reflexões sobre Práticas Socioeconómicas Alternativas do Instituto de Sociologia da Universidade do Porto, pretende trazer para a cidade e para a universidade o debate internacional sobre as economias transformadoras. Economias solidárias, feministas, decrescentistas, agroecológicas e pró-comum: vamos debruçar-nos sobre uma miríade de iniciativas transformadoras que, um pouco por todo o mundo, estão a construir alternativas ao capitalismo ao colocarem o ser humano como sujeito e finalidade da actividade económica.

A menos de um ano do Fórum Social Mundial das Economias Transformadoras, que vai acontecer em Barcelona em Junho de 2020, trazemos ecos do debate sobre essas “outras economias” que colocam a vida e as pessoas no centro. Pautadas por lógicas de cooperação, participação, auto-gestão e colectivização, esta outra forma de fazer economia dialoga sobre valores secundarizados nas sociedades, tais como o trabalho, o cuidar, a qualidade de vida e a felicidade que alimentam a produção e a reprodução das sociedades. Uma das apostas é promover a unidade entre produção e reprodução, evitando uma das contradições do sistema capitalista, que desenvolve a produtividade mas exclui crescentes sectores de trabalhadores do acesso aos seus benefícios, para além de danificar irreversivelmente vidas e recursos.

Vamos passear? Visita às produtoras da AMAP PINC – Porto

A Liliana Pinto, produtora da Agrinemus, e a Olívia Silva, da ChuchuBIO, estão a preparar um périplo que passará por dois dos locais de produção que alimentam a AMAP do PINC / Porto. Será um dia de magusto e convívio para todos os co-produtores da AMAP e respectivas famílias. Inscreve-te já através do email info arroba agrinemus ponto com, e indica se gostarias de ir num autocarro fretado para o passeio.

Assembleia-Geral das AMAP/CSA – 19 Out | Montemor-o-Novo

REGENERAR | REDE PORTUGUESA DE AGROECOLOGIA SOLIDÁRIA
Convocatória: Assembleia-Geral das AMAP/CSA
Data: Sábado, 19 de Outubro de 2019
Hora: das 10:30 às 16:30 (inclui pic-nic partilhado!)
Local: Herdade do Freixo do Meio, 
Foros de Vale de Figueira (Montemor-o-Novo)

A Rede nacional das AMAP/CSA já tem um nome, grupos de trabalho definidos pela equipa dinamizadora, um plano de actividades em progresso, mas ainda temos muitos desafios e decisões para tomar em conjunto!

Quase após um ano do último encontro, convidamos todos os agricultores, produtores, co-produtores e defensores da agroecologia e membros das Comunidades que Sustentam a Agricultura e das Associações pela Manutenção da Agricultura de Proximidade, existentes ou em formação, de norte a sul do país, a participarem na Assembleia Geral agendada para o dia 19 de Outubro de 2019 (sábado) na Herdade do Freixo do Meio em Montemor-o-Novo, com a seguinte ordem de trabalhos:

10:30 Recepção e acolhimento
11:00 Início da Assembleia – boas vindas e breve ronda de apresentações
11:15 Ponto de situação da Equipa Dinamizadora
(plano de actividades, grupos de trabalho, participação em eventos)
12:30 Apresentação de novos membros
13:00 Pic-nic partilhado
14:30 Propostas e debate
– aprovação dos estatutos e regulamento (envia-se em anexo para análise)
– reestruturação da equipa dinamizadora
– logotipo da REGENERAR
– propostas para 2020
16:30 Conclusões e fecho

Participa e ajuda-nos a construir um modelo de consumo e de produção alimentar agroecológico, justo e solidário em defesa do alimento como Bem Comum!

Em anexo poderão encontrar a proposta de regulamento e estatutos, para aprovação na assembleia. Apelamos ainda ao envio de propostas de esboços para o logo da REGENERAR, a ser discutido na assembleia.

Abraço!

A equipa dinamizadora

O caso das AMAP | Seminário ECOSOL-CES

Seminário | ECOSOL-CES
Circuitos curtos agroalimentares,
outra forma de nos alimentarmos:
o caso das AMAP em Portugal
Com Eber Quiñonez & Sara Moreira
29 de abril de 2019, 17h00
Sala 8, CES | Alta

Apresentação

Este seminário aborda os circuitos curtos agroalimentares e os sistemas tradicionais agrícolas, visitando conceitos como o de agricultura familiar. Pretendemos mostrar outras formas de produção-consumo agroalimentar que não só promovam produtos saudáveis mas também, e sobretudo, possibilitem pensar além do sistema alimentar industrializado, imposto pela visão uniforme do sistema capitalista. A partir do caso da AMAP, debatemos a construção de relações de proximidade e de reciprocidade, bem como a dinâmica de grupos dinamizadores de outras formas de produção-consumo, comprometidas ecológica e socialmente.

Notas biográficas

Sara Moreira – Doutoranda em Sociedade da Informação e do Conhecimento no Internet Interdisciplinary Institute da Universitat Oberta de Catalunya (IN3/UOC), e no Instituto de Sociologia da Universidade do Porto (ISUP). A sua investigação debruça-se sobre estratégias de comunicação para iniciativas de base comunitária no âmbito dos comuns e das “outras economias”, em Portugal e na Catalunha. Participa activamente na Associação pela Manutenção da Agricultura de Proximidade do Porto (AMAP) e faz parte da equipa dinamizadora da recém-criada Rede Portuguesa de Agroecologia Solidária – REGENERAR. Colabora também no programa O SOM É A ENXADA na rádio comunitária Manobras, desde 2015.

Eber Quiñonez – Mestre em Sociologia e Doutorando em Sociologia pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC). Graduado em Psicologia Social pela Universidade de São Carlos de Guatemala. Membro do Grupo de Estudos sobre Economia Solidária no Centro de Estudos Sociais (ECOSOL-CES), na Universidade de Coimbra. Seus interesses de investigação centram-se nas áreas da pequena produção agrícola, agricultura familiar e economia solidária. Atualmente, desenvolve pesquisa na área dos circuitos curtos de comercialização agroalimentar para o caso português.

Atividade no âmbito do ECOSOL-CES

Cidades e a Economia Circular pela Alimentação

No dia 9 de Abril de 2019 a AMAP Porto participou na sessão de apresentação dos resultados do estudo Cities and the Circular Economy for Food, promovida pela Câmara Municipal do Porto no edifício do Porto Innovation Hub.

Esta sessão surge no âmbito do roteiro para uma economia circular do município do Porto e do referido estudo, promovido pela Ellen MacArthur Foundation e apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, por ter sido seleccionada como cidade em foco.

Inicialmente foram apresentados os resultados conseguidos até à data e na segunda parte da manhã houve um momento de trabalho em grupo para “reflexão conjunta em relação ao modo como pode o Porto ser uma Cidade de Referência na transformação do sistema alimentar atual para um sistema alimentar circular”.

A sessão contou com vários participantes ligados ao tema da alimentação, desde a produção até ao consumo, como o Banco Alimentar e a Lipor, para além da AMAP Porto que se fez representar pela co-produtora Filipa Almeida. Em cima da mesa de trabalho o tema era “Produção, distribuição e consumo” e várias foram as sugestões para os “desafios e propostas” que se pretendiam reunir. No final houve ainda lugar para a apresentação das principais conclusões a todos os presentes.

O próximo passo será a candidatura a Cidade de Referência, numa convocatória promovida pela Ellen MacArthur Foundation, onde a AMAP Porto poderá vir a dar o seu contributo com o seu exemplo.

Divulgação: Vamos iniciar uma AMAP? Iniciativa do Monte Mimo, Alvalade do Sado

O Monte Mimo convida a um encontro no dia 25 de Abril para sonhar e concretizar juntos uma AMAP, com o anfitrião motivado para ser o produtor de hortícolas. O Monte Mimo está disponível para ser produtor de hortícolas numa AMAP em parceria com outras pessoas – produtores e co-produtores (consumidores que partilham responsabilidades). Para concretizar esta AMAP precisamos em conjunto articular a forma de nos organizarmos e agirmos.

Convidamos, no dia 25 de Abril a virem ao Monte Mimo:

 09h30 Boas Vindas
10h00  Visita à horta
10h30 Conversa com o foco
– Como nos organizamos e agimos nesta AMAP?
13h00 Almoço Vegetariano com produtos do Monte Mimo
14h30 Um modo diferente de entregar cabazes
– como feito noutros grupos: AMAP.
15h30 Observações e melhoramentos
– modos de organizar e agir nesta AMAP.
17h00 Chá e fecho

Propomos já no dia 25 de Abril termos também a experiência de entrega de cabazes com produtos do Monte Mimo. Valor e peso: 10 euros/5 kg. Se queres fazer parte desta 1ª experiência reserva o teu cabaz até dia 23 de Abril via e-mail: mimo@ecobytes.net.

Neste dia vamos contar com o apoio da Maria Rute – Orla Design – para a facilitação das conversas. https://www.orladesign.org

O Convite é aberto a todas as pessoas interessadas na articulação e/ou curiosas sobre esta AMAP e pessoas com vontade de se inspirarem… o almoço vegetariano será por donativo.

No passado dia 11 de Abril, em Relíquias – no espaço A Onda, pessoas encontraram-se e concordaram que a ACÇÃO DE PRODUÇÃO E CONSUMO DE BENS ALIMENTARES LOCAL PODE BENEFICIAR TODA A COMUNIDADE!

Apresentámos Modelos de apoio mútuo entre a produção e consumo, de bens alimentares como: AMAP, CSA, Genuíno Clandestino. Escutámos uma produtora com 3 anos de experiência neste tipo de modelos de proximidade. Conversámos e percebemos o que existe entre nós – produtores, consumidores e observadores … e bom, bom, era surgirem AMAPs como cogumelos, aqui e ali ….

Para ouvir na Rádio Rio o programa “Agricultura de proximidade e criação de AMAP”, gravado e editado pela Tamara:
https://www.radiointernacionalodemira.com/cafe-sudoeste



Agradecidos pelo vosso apoio!!!
Um abraço mimoso…
Rita e Sérgio

Sem esquecer que o propósito desta criação de AMAP é a Soberania Alimentar aqui e em todo o lugar… hoje dia 17 de Abril é celebrado o Dia Internacional das Lutas Camponesas!

Ajuda-nos a criar a Identidade Visual da REGENERAR!

A todos os produtores e co-produtores AMAP/CSA,

Se…

…és um produtor / co-produtor activo

…tens criatividade e gosto em co-criar

…defendes a alimentação biológica local

…assim, como redes de consumo solidárias e agroecológicas…

E…

… queres ajudar a dinamizar o modelo AMAP e CSA por todo o país..

… e fazer parte da mudança..

Este concurso de ideias é para ti!

Participa na criação da Identidade Visual da “REGENERAR”, a primeira Rede Portuguesa de Agroecologia Solidária.

Constituída em dezembro de 2018 por sete grupos de agricultura de proximidade, esta organização informal representa agricultores e co-produtores unidos com o mesmo compromisso ético de desenvolvimento justo e sustentável. Um dos objectivos é organizar e disseminar o modelo agrícola de consumo cooperativo e solidário em Portugal.

Faz parte da mudança 🙂

Consulta as INFORMAÇÕES E REGRAS DO APELO aqui. 
O prazo de entrega das propostas termina às 23:59
do dia 30 de Abril de 2019.

Falar e sonhar sobre a produção | consumo de bens alimentares no Alentejo – 11 de abril na Onda, às 18h

Partilhamos este convite à conversa sobre produção e consumo de bens alimentares que vai tomar lugar no dia 11 de abril no espaço Onda em Relíquias (Alentejo), às 18h.

A nossa acção na dinâmica produção – consumo de bens alimentares pode trazer benefícios a toda a comunidade?

Modelos de consumo | produção  há muitos….

O primeiro modelo de partilha de responsabilidade e abundância de produção alimentar – com parcerias entre produtores e consumidores – surgiu em 1960 no Japão e dá-se pelo nome de Tikei e desde então por muitos locais no mundo se têm vindo a desenvolver modelos de apoio mútuo, autónomos, guiados pelo bem comum, como alternativas ao modelo convencional da produção e distribuição de alimentos, guiado pelo interesse económico.

Em Portugal a primeira AMAP surgiu há 13 anos em Odemira, com o apoio da Coop TAIPA. EM Dezembro 2018 foi fundada a Rede REGENERAR que junta 7 iniciativas AMAP | CSA existentes em Portugal.

Vamos apresentar um pouco mais sobre o existe já como AMAP, CSA, Genuino Clandestino e o que os caracteriza como grupos autónomos de consumo com o propósito de criar circuitos curtos de comercialização e de responsabilidade compartida.

Estará presente uma produtora, que se envolveu no desenvolvimento de um modelo CSA na Alemanha, dará a conhecer a sua prática na parceria com os consumidores.

Estamos também a chamar para juntos conversarmos e nos inspirarmos com a ideia de que esta região tem condições para criar modelos onde toda a comunidade beneficia das nossas dinâmicas de produção | consumo neste caso com o foco em bens alimentares

Apresentações

Modelos de apoio mútuo e local entre produtores e consumidores: CSA; AMAP; Genuino Clandestino
Regenerar – Rede Portuguesa de Agroecologia Solidária

Conversa Aberta:
Nesta região podemos adaptar estes modelos à realidade existente?

O que existe pode ser já um inicio de alguma dinâmica de produção|consumo de escala local?

 Local: A Onda – Relíquias
11 de Abril 2019, às 18h