Encontro das AMAPs/CSA · Rede Regenerar · 24-25 Out [online]

REGENERAR | REDE PORTUGUESA DE AGROECOLOGIA SOLIDÁRIA
Convocatória III Assembleia-Geral das AMAP/CSA
Encontro virtual das AMAP/CSA / sessões de trabalho
Datas: Sáb. 24 de Outubro | 09:30-13:30 [c/intervalos]
       Dom. 25 de Outubro | 09:30-13:30 [c/intervalos]
Local: ONLINE! 
       Quinta do Pinheiral, Castelo de Paiva [mapa]
Inscrições: https://forms.gle/SUCTQufZGxqYEgRz5

A pandemia impede-nos de realizar um encontro presencial como desejado, mas seguimos noutro formato.

Programa (em actualização)

Sábado, 24 de Outubro Domingo, 25 de Outubro
09:30-10:00_ Boas vindas & Apresentações

10:00-10:45_ Ponto de situação das AMAP/CSA

11:00-13:30_ HORTAS
Voluntariado fértil, partilha de saberes entre agricultores
[com intervalo]

09:30-09:45_ Bons dias

09:45-12:00_ COMUNICAÇÃO
Ferramentas, necessidades e boas práticas de comunicação. Desafio: Documentário
[com intervalo]

12:15-13:30_ Próximos passos, avaliação & FECHO

Para nos ajudar na logística da organização, por favor inscreva-se através deste formulário até ao dia 23 de Outubro.

Enquadramento

Desde 2018, com a formação da Rede Portuguesa de Agroecologia Solidária – Regenerar, as AMAP/CSA do Norte e Sul do país encontram-se anualmente num momento de convergência para “pôr em comum” o trabalho da rede, reflectir sobre a evolução dos grupos de consumo e produção agroecológica, e também para olhar para o futuro, delinear estratégias e conviver.

Depois de Vila Nova de Gaia (2018) e Montemor-o-Novo (2019), este terceiro encontro – inicialmente marcado na Quinta do Pinheiral em Castelo de Paiva- vai ter lugar online, no zoom, nas manhãs de sábado e domingo.

No primeiro dia, vamos fazer um ponto de situação da rede das AMAP/CSA e debruçar-nos sobre necessidades sentidas no que toca a produção: como fortalecer as hortas? No segundo dia, domingo, haverá espaço para debater questões relacionadas com a comunicação, nomeadamente as boas práticas, as ferramentas em uso, e um documentário já em execução.

Todos os membros das AMAP/CSA são convidados a participar nas sessões de trabalho e discussão.  Também é possível participar como “observadoras”, só pedimos  que se inscrevam através deste link.

A equipa dinamizadora,

Filipa Almeida
Olivia Silva, AMAP Porto & AMAP Famalicão
Paula Serrano, AMAP Maravilha / Palmela
Rita Magalhães, AMAP Sado / Alvalade
Samuel Thirion, AMAP Sado / Alvalade
Sara Moreira, AMAP Porto

Consumo sustentável na cidade | EcoVida, Covilhã

A Coolabora, cooperativa da Covilhã, convidou a AMAP a partilhar a sua experiência na conferência final do projecto EcoVida, que tem como objectivo “fomentar o consumo sustentável no concelho da Covilhã, dando visibilidade às respostas já existentes no concelho e sensibilizando para as vantagens deste consumo para as pessoas, para o território envolvente e para o planeta”.

A conferência termina com a atribuição dos primeiros selos EcoVida a iniciativas promotoras do consumo sustentável no concelho da Covilhã.

Agroecologia e Soberania Alimentar em debate

Hoje, ao final da tarde, o Gato Vadio acolhe uma tertúlia sobre Agroecologia & Soberania Alimentar, onde vão participar pessoas ligadas às AMAP e Urgenci, como o Samuel Thirion e a Liliana Pinto, da Agrinemus, a Maria do Carmo Bica da Rede Rural Nacional, a Aurora Santos do Colectivo Roseiras Bravas, a Filipa Botelho de Almeida d’O SOM É A ENXADA e da Horta da Partilha, e quem mais se quiser juntar.

À noite, passa o documentário «O Prato ou a Vida», sobre cantinas escolares e a diferença entre encher barrigas e alimentar pessoas. Neste documentário de Nani Moré, descobrimos até que ponto é que os alimentos passaram a ser tratados como meros produtos para saciar a ânsia de algumas empresas, e de que forma é que isso está a destruir o trabalho dos pequenos agricultores de proximidade e as culturas ecológicas. O filme lança um olhar sobre o funcionamento de cantinas escolares e em lares de idosos para perceber como é que as práticas actuais afectarão no futuro a qualidade de vida das nossas filhas e filhos. A partir da experiência vivida por uma cozinheira, descobrimos que é possível um conceito de cantina sustentável – ecológica e economicamente – e como é que esse projecto pode ser realizado, virando costas às empresas que vendem produtos e não alimentos.

Foto: Luisa Carvalho
Foto: Luisa Carvalho

+ INFO: CICLO TRANSECO, de 7 de Novembro a 5 de Dezembro, todas as quintas-feiras no Gato Vadio, Porto

Esta iniciativa, integrada no Ciclo de Reflexões sobre Práticas Socioeconómicas Alternativas do Instituto de Sociologia da Universidade do Porto, pretende trazer para a cidade e para a universidade o debate internacional sobre as economias transformadoras. Economias solidárias, feministas, decrescentistas, agroecológicas e pró-comum: vamos debruçar-nos sobre uma miríade de iniciativas transformadoras que, um pouco por todo o mundo, estão a construir alternativas ao capitalismo ao colocarem o ser humano como sujeito e finalidade da actividade económica.

A menos de um ano do Fórum Social Mundial das Economias Transformadoras, que vai acontecer em Barcelona em Junho de 2020, trazemos ecos do debate sobre essas “outras economias” que colocam a vida e as pessoas no centro. Pautadas por lógicas de cooperação, participação, auto-gestão e colectivização, esta outra forma de fazer economia dialoga sobre valores secundarizados nas sociedades, tais como o trabalho, o cuidar, a qualidade de vida e a felicidade que alimentam a produção e a reprodução das sociedades. Uma das apostas é promover a unidade entre produção e reprodução, evitando uma das contradições do sistema capitalista, que desenvolve a produtividade mas exclui crescentes sectores de trabalhadores do acesso aos seus benefícios, para além de danificar irreversivelmente vidas e recursos.

O caso das AMAP | Seminário ECOSOL-CES

Seminário | ECOSOL-CES
Circuitos curtos agroalimentares,
outra forma de nos alimentarmos:
o caso das AMAP em Portugal
Com Eber Quiñonez & Sara Moreira
29 de abril de 2019, 17h00
Sala 8, CES | Alta

Apresentação

Este seminário aborda os circuitos curtos agroalimentares e os sistemas tradicionais agrícolas, visitando conceitos como o de agricultura familiar. Pretendemos mostrar outras formas de produção-consumo agroalimentar que não só promovam produtos saudáveis mas também, e sobretudo, possibilitem pensar além do sistema alimentar industrializado, imposto pela visão uniforme do sistema capitalista. A partir do caso da AMAP, debatemos a construção de relações de proximidade e de reciprocidade, bem como a dinâmica de grupos dinamizadores de outras formas de produção-consumo, comprometidas ecológica e socialmente.

Notas biográficas

Sara Moreira – Doutoranda em Sociedade da Informação e do Conhecimento no Internet Interdisciplinary Institute da Universitat Oberta de Catalunya (IN3/UOC), e no Instituto de Sociologia da Universidade do Porto (ISUP). A sua investigação debruça-se sobre estratégias de comunicação para iniciativas de base comunitária no âmbito dos comuns e das “outras economias”, em Portugal e na Catalunha. Participa activamente na Associação pela Manutenção da Agricultura de Proximidade do Porto (AMAP) e faz parte da equipa dinamizadora da recém-criada Rede Portuguesa de Agroecologia Solidária – REGENERAR. Colabora também no programa O SOM É A ENXADA na rádio comunitária Manobras, desde 2015.

Eber Quiñonez – Mestre em Sociologia e Doutorando em Sociologia pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC). Graduado em Psicologia Social pela Universidade de São Carlos de Guatemala. Membro do Grupo de Estudos sobre Economia Solidária no Centro de Estudos Sociais (ECOSOL-CES), na Universidade de Coimbra. Seus interesses de investigação centram-se nas áreas da pequena produção agrícola, agricultura familiar e economia solidária. Atualmente, desenvolve pesquisa na área dos circuitos curtos de comercialização agroalimentar para o caso português.

Atividade no âmbito do ECOSOL-CES

Cidades e a Economia Circular pela Alimentação

No dia 9 de Abril de 2019 a AMAP Porto participou na sessão de apresentação dos resultados do estudo Cities and the Circular Economy for Food, promovida pela Câmara Municipal do Porto no edifício do Porto Innovation Hub.

Esta sessão surge no âmbito do roteiro para uma economia circular do município do Porto e do referido estudo, promovido pela Ellen MacArthur Foundation e apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, por ter sido seleccionada como cidade em foco.

Inicialmente foram apresentados os resultados conseguidos até à data e na segunda parte da manhã houve um momento de trabalho em grupo para “reflexão conjunta em relação ao modo como pode o Porto ser uma Cidade de Referência na transformação do sistema alimentar atual para um sistema alimentar circular”.

A sessão contou com vários participantes ligados ao tema da alimentação, desde a produção até ao consumo, como o Banco Alimentar e a Lipor, para além da AMAP Porto que se fez representar pela co-produtora Filipa Almeida. Em cima da mesa de trabalho o tema era “Produção, distribuição e consumo” e várias foram as sugestões para os “desafios e propostas” que se pretendiam reunir. No final houve ainda lugar para a apresentação das principais conclusões a todos os presentes.

O próximo passo será a candidatura a Cidade de Referência, numa convocatória promovida pela Ellen MacArthur Foundation, onde a AMAP Porto poderá vir a dar o seu contributo com o seu exemplo.

Falar e sonhar sobre a produção | consumo de bens alimentares no Alentejo – 11 de abril na Onda, às 18h

Partilhamos este convite à conversa sobre produção e consumo de bens alimentares que vai tomar lugar no dia 11 de abril no espaço Onda em Relíquias (Alentejo), às 18h.

A nossa acção na dinâmica produção – consumo de bens alimentares pode trazer benefícios a toda a comunidade?

Modelos de consumo | produção  há muitos….

O primeiro modelo de partilha de responsabilidade e abundância de produção alimentar – com parcerias entre produtores e consumidores – surgiu em 1960 no Japão e dá-se pelo nome de Tikei e desde então por muitos locais no mundo se têm vindo a desenvolver modelos de apoio mútuo, autónomos, guiados pelo bem comum, como alternativas ao modelo convencional da produção e distribuição de alimentos, guiado pelo interesse económico.

Em Portugal a primeira AMAP surgiu há 13 anos em Odemira, com o apoio da Coop TAIPA. EM Dezembro 2018 foi fundada a Rede REGENERAR que junta 7 iniciativas AMAP | CSA existentes em Portugal.

Vamos apresentar um pouco mais sobre o existe já como AMAP, CSA, Genuino Clandestino e o que os caracteriza como grupos autónomos de consumo com o propósito de criar circuitos curtos de comercialização e de responsabilidade compartida.

Estará presente uma produtora, que se envolveu no desenvolvimento de um modelo CSA na Alemanha, dará a conhecer a sua prática na parceria com os consumidores.

Estamos também a chamar para juntos conversarmos e nos inspirarmos com a ideia de que esta região tem condições para criar modelos onde toda a comunidade beneficia das nossas dinâmicas de produção | consumo neste caso com o foco em bens alimentares

Apresentações

Modelos de apoio mútuo e local entre produtores e consumidores: CSA; AMAP; Genuino Clandestino
Regenerar – Rede Portuguesa de Agroecologia Solidária

Conversa Aberta:
Nesta região podemos adaptar estes modelos à realidade existente?

O que existe pode ser já um inicio de alguma dinâmica de produção|consumo de escala local?

 Local: A Onda – Relíquias
11 de Abril 2019, às 18h